Miguel Oliveira
Passei quase vinte anos aprendendo a fazer as pessoas prestarem atenção. Primeiro na frente da câmera. Depois construindo comunicação para marcas. Hoje construo os sistemas que fazem esse trabalho sozinhos, e o meu ofício virou decidir o que eles devem fazer.
Existe um espaço entre quem entende de produto e quem escreve o código. Quem ocupa esse espaço decide o que a IA deve fazer, desenha como ela faz e responde pelo resultado. É onde eu trabalho.
Uma linha reta que parece uma curva
Palco, marketing e sistemas de IA parecem carreiras que não conversam. São o mesmo ofício em linguagens diferentes: descobrir o que move alguém e construir algo que responda a isso, em escala cada vez maior.
O menino que aprendeu a ser visto
Entrei na Rede Globo ainda garoto. Descobri cedo uma coisa que nunca mais me deixou: atenção não se pede, se conquista. Aprendi timing antes de aprender marketing, e timing é o que separa a mensagem que fica da que passa batido. Todo mundo que trabalha com comunicação acaba reaprendendo isso mais tarde, de forma mais dolorida. Eu tive a sorte de aprender no set.
O tradutor de verba em resultado
Troquei o palco pelo painel de métricas. Passei anos descobrindo que quase todo mundo confunde barulho com resultado, e que a diferença entre métrica de vaidade e métrica de negócio é a única conversa que realmente importa numa reunião. Foi aqui que parei de tratar criatividade como talento e comecei a tratar como sistema: o que se repete, se mede; o que se mede, se melhora.
A audiência que ajudei a construir
Assumi a comunicação do Black Money Inc e ajudei a levar a operação a uma base de mais de 90 mil leads, com alcance de mais de 250 mil pessoas por semana. Programas com P&G, Meta, Credicard, Petrobras e iFood nasceram e cresceram dentro dessa estrutura. Foi a prova prática de uma tese que eu vinha construindo desde o marketing: audiência não se compra, se constrói com consistência e método.
O multiplicador que eu procurava
Com a audiência construída, a pergunta mudou: como crescer de novo sem simplesmente contratar mais gente? Foi aí que a IA entrou, não como ferramenta de tarefa, mas como camada de operação. Agentes com memória, dados reais e autonomia sob governança. Quando percebi, tinha um ecossistema que trabalhava sozinho e um cargo novo para descrever o que eu fazia: Head de AI Growth.
Um método, quatro frentes
Hoje aplico a mesma arquitetura em contextos que não se parecem entre si, e é justamente isso que a mantém honesta: o que só funciona num lugar não é método, é sorte. Cada frente exige uma resposta diferente da mesma pergunta — onde a inteligência artificial entra sem quebrar o que já funciona.
Black Money Inc
Lidero a transformação da operação em uma empresa AI Native: inteligência artificial no centro do negócio, não pendurada nas bordas. O cérebro digital corporativo já sustenta as decisões de comunicação todos os dias e agora se estende às demais frentes.
Nina Verso
O ecossistema agêntico da Nina Silva: agentes com a memória, a voz e o repertório dela, operando a presença pública em vez de apenas representá-la.
Afreektech
Aula de IA aplicada em plataforma com mais de 18 mil alunos. O que não dá para explicar em sala não está pronto para produção.
Protocolo OLI
O caminho documentado para quem quiser montar o próprio sistema, sem depender de mim nem de agência.
AI Builder e AI Product Manager
Separar quem decide de quem executa fazia sentido quando construir era caro. Com IA, deixou de ser, e quem decide passou a poder provar.
Descobrir
Antes de propor sistema, entendo o processo. Qual decisão é tomada, com que dado, por quem e quanto custa estar errado.
Desenhar
Arquitetura em camadas: interface, orquestração, modelos, ferramentas, dados, observabilidade. Cada uma com uma decisão justificada por trás.
Construir
Não escrevo código na mão. Dirijo IA para escrevê-lo. O valor está em saber o que pedir, o que rejeitar e como validar.
Medir
Sistema sem avaliação é fé. Defino o critério de sucesso antes de construir e verifico depois, com dados.
Quatro regras que não negocio
Prova antes de promessa
Não falo de IA, mostro. Se não roda, não conta como argumento.
Nem tudo precisa de IA
Se o problema tem resposta única e previsível, um script resolve melhor e mais barato. Modelo de linguagem entra onde há ambiguidade.
Autonomia com governança
O sistema executa, o humano aprova o que é crítico. Autonomia sem freio não é inovação, é risco terceirizado.
Você fica com a chave
O sistema é seu, com documentação. Dependência de fornecedor não é modelo de negócio, é armadilha.
Construa o seu
O Protocolo OLI é o caminho que eu percorri, documentado na ordem certa, para você montar o próprio ecossistema sem repetir os meus erros.