Miguel Oliveira
Passei quase vinte anos aprendendo a fazer as pessoas prestarem atenção. Primeiro na frente da câmera. Depois construindo comunicação para marcas. Hoje construo os sistemas que fazem esse trabalho sozinhos, e o meu ofício virou decidir o que eles devem fazer.
Existe um espaço entre quem entende de produto e quem escreve o código. Quem ocupa esse espaço decide o que a IA deve fazer, desenha como ela faz e responde pelo resultado. É onde eu trabalho.
Nunca troquei de profissão
Palco, marketing e sistemas de IA parecem três carreiras diferentes. São o mesmo ofício em linguagens diferentes: descobrir o que move alguém e construir algo que responda a isso, em escala cada vez maior. Percorra os capítulos.
O menino que aprendeu a ser visto
Comecei a atuar aos seis anos. Vieram inúmeras campanhas publicitárias, três filmes, programa de TV e novela na Rede Globo. Cresci dentro de set: equipe grande, marca pagando a conta, prazo que não espera e uma câmera que registra exatamente o quanto você convenceu.
Aprendi cedo o que a maioria só descobre depois, de forma mais dolorida: atenção não se pede, se conquista. E timing é o que separa a mensagem que fica da que passa batido.
O tradutor de verba em resultado
Passei para o outro lado da câmera. Formado em publicidade e propaganda, fui amadurecer nos bastidores da produção o que o set tinha me ensinado na intuição: por que uma peça funciona, quanto ela custa e o que ela precisa devolver. Foi aí que parei de tratar criatividade como talento e comecei a tratar como sistema, porque quase todo mundo confunde barulho com resultado, e a diferença entre métrica de vaidade e métrica de negócio é a única conversa que importa numa reunião.
O sócio que aprendeu a entregar
Cofundei o Studio Essênciafro, de branding, identidade visual e mídias sociais para pequenas e médias empresas e afroempreendedores. Com sócio, folha e cliente insatisfeito, o aprendizado veio sem cerimônia: o gargalo de um negócio de serviço nunca é a ideia, é a capacidade de entregar. Foi ali que descobri que design sem posicionamento é enfeite caro, e passei a vender a decisão antes da peça.
Quem constrói a audiência de uma marca
Assumi a comunicação do Black Money Inc e passei a liderar a frente que fala com o mercado. A base chegou a mais de 90 mil leads, com alcance de mais de 250 mil pessoas por semana. No mesmo período o Black Money Inc cresceu de forma exponencial e ampliou a carteira de parceiros, que passou a reunir marcas como P&G, Meta, Credicard, Petrobras e iFood.
Foi a prova prática de uma tese que eu vinha construindo desde o marketing: audiência não se compra, se constrói com consistência e método. E marca grande não entra por sorte, entra quando encontra uma operação que aguenta o nome dela.
Um método, quatro frentes
Com a audiência construída, a pergunta virou outra: como crescer de novo sem contratar na mesma proporção. Passei a desenhar sistemas em vez de campanhas, e virei AI Builder: quem decide onde a inteligência artificial entra, o que roda sozinho e o que espera aprovação humana.
Hoje aplico a mesma arquitetura em contextos que não se parecem entre si, e é justamente isso que a mantém honesta: o que só funciona num lugar não é método, é sorte.
Black Money Inc
Lidero a transformação da operação em uma empresa AI Native: inteligência artificial no centro do negócio, não pendurada nas bordas.
Nina Verso
O ecossistema agêntico da Nina Silva: agentes com a memória, a voz e o repertório dela, operando a presença pública em vez de apenas representá-la.
Afreektech
Aula de IA aplicada em plataforma com mais de 18 mil alunos. O que não dá para explicar em sala não está pronto para produção.
Protocolo OLI
O caminho documentado para quem quiser montar o próprio sistema, sem depender de mim nem de agência.
AI Builder e AI Product Manager
Separar quem decide de quem executa fazia sentido quando construir era caro. Com IA, deixou de ser, e quem decide passou a poder provar.
Descobrir
Antes de propor sistema, entendo o processo. Qual decisão é tomada, com que dado, por quem e quanto custa estar errado.
Desenhar
Arquitetura em camadas: interface, orquestração, modelos, ferramentas, dados, observabilidade. Cada uma com uma decisão justificada por trás.
Construir
Não escrevo código na mão. Dirijo IA para escrevê-lo. O valor está em saber o que pedir, o que rejeitar e como validar.
Medir
Sistema sem avaliação é fé. Defino o critério de sucesso antes de construir e verifico depois, com dados.
Quatro regras que não negocio
Prova antes de promessa
Não falo de IA, mostro. Se não roda, não conta como argumento.
Nem tudo precisa de IA
Se o problema tem resposta única e previsível, um script resolve melhor e mais barato. Modelo de linguagem entra onde há ambiguidade.
Autonomia com governança
O sistema executa, o humano aprova o que é crítico. Autonomia sem freio não é inovação, é risco terceirizado.
Você fica com a chave
O sistema é seu, com documentação. Dependência de fornecedor não é modelo de negócio, é armadilha.
Construa o seu
O Protocolo OLI é o caminho que eu percorri, documentado na ordem certa, para você montar o próprio ecossistema sem repetir os meus erros.